Frequentemente, deparo-me com uma indagação que já me custou horas de reflexão: “É realmente viável incorporar inteligência artificial em smart contracts, ou estamos diante de mais uma palavra da moda, usada para fins de marketing e vendas de cursos?” É uma dúvida perfeitamente justificável, afinal, sejamos francos, a natureza intrínseca dos smart contracts é a de serem determinísticos, totalmente previsíveis. Você envia uma transação e o código se desenrola exatamente da mesma maneira, sempre. A IA, por outro turno, é probabilística, mutável, e possui a capacidade de aprender. Como conciliar essas duas realidades sem que o resultado seja um completo caos? No meu dia a dia, confrontando planilhas no Google Sheets que exigem dados sempre atualizados, APIs que teimam em apresentar erros 500 no momento mais inoportuno, scripts em Apps Script que param de funcionar devido a um simples caractere fora do lugar, e automações em Python que operam no limite, eu vivo essa dualidade. Almejamos ...